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domingo, 11 de junho de 2017
intro
SEJA FELIZ!
CASE!
TRABALHE COM ALGO QUE VOCÊ AMA!
VIAJE O MUNDO!
São tantas as ordens que o mundo espera que você consiga cumprir que perder-se é absurdamente fácil. Imagine então, querido leitor, se você não sabe o que fazer com sua existência!? Este é o pressuposto de Livina: ela não sabe mais o que fazer.
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sábado, 14 de novembro de 2015
Adultecer
A.dul,te.cer.
-Adjetivo, feminino, advindo do nathalhês
1. Cessar de viver; Perder o viço;
2. Emburrecer;
3. Vir a ser adulto sem criatividade
Perdia mais tempo do que o de costume tentando contornar seus bloqueios criativos, não sabia como poderia lidar com tantos conflitos. O pior de todos era conseguir dizer a ele o turbilhão de palavras que rodopiava sua cabeça confusa, ele jamais entenderia.
Não sabiam o nome um do outro, ela só servia seu café, um pão torrado e dois ovos mexidos. Todos os dias era assim, ele chegava entre as 9:00/9:15 da manhã, falava o que queria, ela anotava - ao menos no começo, agora só fingia-, cerca de 3 minutos depois voltava com o pedido, em 15 ele comia, deixava o dinheiro na mesa e saia.
Todos os dias ela ensaiava escrever seu número no guardanapo ou no papel da conta -que mesmo pedindo sempre as mesmas coisas insistia em solicitar-, todos os dias não sabia o que fazer. Até o dia que "desadulteceu".
-Adjetivo, feminino, advindo do nathalhês
1. Cessar de viver; Perder o viço;
2. Emburrecer;
3. Vir a ser adulto sem criatividade
Perdia mais tempo do que o de costume tentando contornar seus bloqueios criativos, não sabia como poderia lidar com tantos conflitos. O pior de todos era conseguir dizer a ele o turbilhão de palavras que rodopiava sua cabeça confusa, ele jamais entenderia.
Não sabiam o nome um do outro, ela só servia seu café, um pão torrado e dois ovos mexidos. Todos os dias era assim, ele chegava entre as 9:00/9:15 da manhã, falava o que queria, ela anotava - ao menos no começo, agora só fingia-, cerca de 3 minutos depois voltava com o pedido, em 15 ele comia, deixava o dinheiro na mesa e saia.
Todos os dias ela ensaiava escrever seu número no guardanapo ou no papel da conta -que mesmo pedindo sempre as mesmas coisas insistia em solicitar-, todos os dias não sabia o que fazer. Até o dia que "desadulteceu".
Desa.dul,te.cer.
-Adjetivo, feminino, advindo do nathalhês
1. Voltar a viver; Voltar o viço;
2. Primavera criativa;
3. Vir a ser adulto com criatividade
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
~Reflexões~
Estava rolando entre lençóis, sentindo uma felicidade difícil de ser descrita. Ele beijava seu corpo, acariciava cada curva, ela arranhava as costas daquele homem que amava, sentia que eram um só. O sol ainda demoraria para nascer, mas ela sabia que tempo nenhum do mundo seria suficiente.
Dormiram abraçados, a última coisa que Livina viu antes de dormir foi o homem da sua vida fechar os olhos depois de beijar-lhe a face. Acordou sentindo que era um bom dia, mas ao seu lado não estava o motivo de sua alegria, andou pela casa, não o encontrou, foi até a varanda e estava lá, não ele, mas sua aliança.
Sem explicações foi embora, ela não entendia. Ela havia deixado tudo, mudado-se para aquele minúsculo apartamento... Não conseguia encontrar explicações.
Não haviam mais roupas dele no armário, nada! Apenas a aliança.
Perdeu as forças. Caiu no chão. Apagou, desistiu de ser feliz. Havia cansado de se decepcionar.
Dormiram abraçados, a última coisa que Livina viu antes de dormir foi o homem da sua vida fechar os olhos depois de beijar-lhe a face. Acordou sentindo que era um bom dia, mas ao seu lado não estava o motivo de sua alegria, andou pela casa, não o encontrou, foi até a varanda e estava lá, não ele, mas sua aliança.
Sem explicações foi embora, ela não entendia. Ela havia deixado tudo, mudado-se para aquele minúsculo apartamento... Não conseguia encontrar explicações.
Não haviam mais roupas dele no armário, nada! Apenas a aliança.
Perdeu as forças. Caiu no chão. Apagou, desistiu de ser feliz. Havia cansado de se decepcionar.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Desejo {Livina}
Há tempos, na longínqua Grécia antiga, ou a porra que seja, as pessoas não se casavam por amor e sim por 'comodidade', por tanto, não era incomum terem casos extraconjugais com pessoas que que realmente lhe interessasse. Daí a palavra amante, aquele que ama. Desde sempre o amor está relacionado ao sexo, porque agora ser asqueroso e trata-lo como algo inatural?
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Meu romantismo não é igual ao da maioria das mulheres, acho que a sacanagem faz parte. Nada como um homem lhe desejar, não é crime e nem errado querer que lhe queiram, não é errado a busca pelo prazer, não é errado querer sentir o outro.
Faz parte do amor desejar seu parceiro. Hipócrita quem nega, quem foge da realidade. Sexo faz parte do amor, se não fizesse parte os casais não rolariam em lençóis, buscando cada vez mais sentir o outro, se não fizesse parte estariam de mãos dadas vendo tv e comendo pipoca!
A maior prova disto é que os beijos mais sôfregos e as carícias mais intensas são dos apaixonados. Existem também as carícias dos que se desejam apenas carnalmente, mas essas fazem parte do EGO e não do amor.
Volto a afirmar, meu romantismo não é igual ao da maioria das mulheres. Apoio uma boa duma putaria entre o casal, que fique bem claro! Relacionamento mão na mão deixo pra pessoas frias e sem intensidade!
- Livina fechou a página do diário e pensou em como, um dia, tinha sido intensa, como pode deixar aquilo morrer?-
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Um resumo, sintetizado de uma breve análise
Uma dose de amargura.
50 ml de angustia.
2 dedinhos de frustração, ou dois dedinhos frustrados, tanto faz.
MISTURE BEM ...
Beba gelado .
- ou não-
Baixa, ou ao menos é isso que lhe dizem.
Magra, lhe fala o espelho.
Seus cabelos, tão finos, não crescem.
Uma pele tão branca que beira o azul.
Se tem dentes ninguém sabe, seus lábios são meio cinzas, não sorri e fala tão pouco que quando fato tão extraordinário acontece ninguém sem importa se há dentes, tão bela voz não combina com o todo.
Voz divina que da mesma forma desavisada que começou acaba.
Mas o pior são os malditos olhos que mudam de cor cada vez que se olha.
Poderia ser chamada de bonita, linda quem sabe?! Mas isso se não fossem os malditos traços de tristeza por todos os lados.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
AETERIA
Cafeteria... Ou quase, o letreiro enferrujado não tinha mais o C, nem o F, de forma que agora Livina trabalhava em uma Aeteria.
Enquanto andava contra o vento gelado tentava lembrar de alguma coisa que não sabia porque queria lembrar.
Ok, agora já estava perdendo a graça, se que em algum momento teve, além do vento, começara uma chuva fina que seu casaco não conseguia parar, a água entrava pelas menores frestas de sua roupa. Não faltava muito para chegar no buraco que chamava de trabalho, mas tinha quase certeza que la estaria tão frio quanto do lado de fora.
Enquanto andava contra o vento gelado tentava lembrar de alguma coisa que não sabia porque queria lembrar.
Ok, agora já estava perdendo a graça, se que em algum momento teve, além do vento, começara uma chuva fina que seu casaco não conseguia parar, a água entrava pelas menores frestas de sua roupa. Não faltava muito para chegar no buraco que chamava de trabalho, mas tinha quase certeza que la estaria tão frio quanto do lado de fora.
terça-feira, 15 de março de 2011
Reflexões simples {Livina}

A madrugada lhe acompanha. Com seu vento frio e sons incompreensíveis. Seus passos ecoam na rua vazia, isso não chega a ser um problema.
Pode, e vai, soar irônico, mas a solidão tem sido sua única e melhor companhia desde sempre. Ja que nunca se atrasa, sempre se faz presente e mesmo que esteja rodeada de pessoas não a larga.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Aniversário {Livina}
O sol passa pelas frestas da cortina, a noite foi curta. Abre os olhos, o teto já não é tão branco quanto no dia em que se mudou, mas isso ja faz tempo, parou de contar no quinto ano.
Relmente, pouco importa o tempo para ela, Que utilidade tem se não mostrar o quão próximos do fim estamos?
Mora em um apartamento no subúrbio mais distante do centro. Nunca chama o lugar em que vive de lar. Em um lar existe amor, e, para Livina, é meio difícil amar uma mesa velha, três cadeiras desemparelhadas, uma cama quebrada, um colchão fino e uma televisão que não muda de canal.
Trabalha em um cafeteria humilde, no outro lado da cidade, onde só trafegam bêbados e pedintes. Ganha pouco, atende menos clientea ainda. Distrai-se matando ratos que correm de uma extremidade a outra da cozinha, desafiando a ela e ao gordo e suado cozinheiro.
Amigos, são apenas vaga lembrança de um tempo distante. Em verdade, também não tem família, ou alguém com quem se importe.
Tanto trabalho resulta em muito pouco no fim do mês, o suficiente apenas para o aluguel e uma vida modesta."Nem sempre foi assim..." Faz questão de tirar rapidamente isso da cabeça. Acorda pronta para mais um dia enfadonho de trabalho, é seu aniversário, não que faça muita diferença, 27 anos e nada para comemorar.
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